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Pe. Álvaro Macagnan

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

MENSAGEM

Ele tomou nossas dores
(Elian Bantim)


Jesus, Filho amado de Deus, exemplo inigualável de amor, amou sem distinção, acolheu pecadores e até mesmo aqueles que ainda pensavam em traí-lo. Amava porque era este seu lema e queria dar o exemplo para que fizéssemos igual.
 
Aos discípulos estava sempre ensinando, conscientizando-os do certo e errado, eram seus amigos, mas o abandonaram no primeiro obstáculo, não foram capazes o suficiente para acompanhá-lo no seu momento de agonia. Jesus estava aflito porque sabia o que o esperava. Mas seguia firme sem se deixar abater.
 
Fora entregue por um beijo, selou naquele instante a morte e morte de cruz. Não reagiu, apenas entregou-se como um cordeiro ao matadouro. Pedro, um dos discípulos quis lutar pela espada, mas não era essa a luta que Jesus ansiava, o que Ele pedira, há alguns instantes, fora a luta da oração, arma imbatível contra os males, mas essa luta Pedro não foi capaz de realizar.
 
Fora julgado sem um defensor por perto. O Pai assistia tudo do alto, comovido, mas sem dar o seu toque sublime e poderoso para sanar aquele sofrimento, queria ver até onde iria a coragem do Filho amado.

Jesus surpreendeu com sua mansidão a todos que o condenavam. Somente seu íntimo falava pedindo perdão ao Pai para aquela pobre multidão que nem ao menos sabia o que Ele havia cometido. Na verdade sabiam sim dos atos de Jesus, mas estavam cegos para o amor, e estando cegos para o amor não podiam enxergá-lo à sua frente, pois Cristo é o próprio Amor.
 
Os soldados o trataram ironicamente como Rei. Colocaram-no uma coroa de espinhos, um manto e o ultrajaram sem piedade nem compaixão, não tinham discernimento suficiente para entender que estavam chicoteando o Rei dos Céus e da Terra e que, se preciso fosse, aquele sofrimento acabaria ali, como num passe de mágica, mas Cristo queria e precisava sofrer, até mesmo por aqueles que o faziam padecer.
 
Ele tomou nossas dores, apanhou por mim, por você, por toda a humanidade. Demonstrou num gesto nobre a obediência, a coragem, a doação, tudo isso para que tivéssemos vida e vida em abundância, como Ele pronunciou em suas pregações.
 
O caminho ao calvário foi dolorido. A pesada cruz o fazia tropeçar e quase desfalecer, carregava nos ombros todos os nossos pecados, não podia parar no meio do caminho, afinal a glória o aguardava, o lugar à direita do Pai estava reservado. Nesta caminhada, encontrou ajuda: Verônica, Simão de Cirene, sua mãe, o discípulo amado e tantos outros que sofriam junto com Ele.
 
A cruz estava à sua espera e o Filho de Deus não a temeu, cada cravo posto nas mãos e nos pés faziam-no gritar de dor. Ele também sentiu dores, chorou, entristeceu-se, porque era Divino e Humano e fez-se humano para experimentar também nossas dores.
Ergue-se o Cristo Jesus no alto do Gólgota, transfigurado e abatido. O sangue jorrava e com ele banhava os pecados da humanidade, sangue puro e inocente, cordeirinho imolado para a salvação do mundo.
 
Parecia tão frágil, aparentemente, mas forte em espírito, forte nas palavras, forte na morte. Procurava o Pai, e pensava tê-lo abandonado, mas Deus o esperava ansioso no céu e almejava abraçá-lo, beijá-lo e dar-lhe o lugar reservado desde o dia em que veio ao mundo através do ventre de Maria.
 

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